documentário “a plastic ocean”

a plastic ocean posterEste documentário (“Oceano de Plástico, em português) começa quando o jornalista Craig Leeson parte à procura da grande, mas evasiva, baleia azul, e acaba por acidentalmente descobrir resíduos plásticos no que deveria ser um oceano límpido e intocável. Neste documentário de aventura, Craig alia-se à mergulhadora de estilo livre Tanya Streeter e a uma equipa internacional de cientistas e investigadores, viajando para vinte locais ao redor do mundo ao longo de quatro anos, de forma a explorarem o estado frágil dos nossos oceanos, descobrir factos alarmantes sobre a poluição do plástico e revelar soluções de trabalho que podem ser realizadas de imediato.

IMDB: 7,9/10 | TRAILER


Depois de ver o “Trashed“, o “A Plastic Ocean” passou rapidamente para o topo da minha lista de documentários para ver (e que não é nada pequena, garanto) devido ao tema que aborda. Vi como era o problema do lixo em terra e quis ver como era no mar. E é tão ou mais chocante que o outro.

A sério. Eu não percebo onde é que andamos com a cabeça. Quando é que nos deixamos de importar?

É completamente revoltante ver ecossistemas arruinados e animais a morrer de forma agonizante por causa dos nossos caprichos. Estamos a matar a vida. Mas.. Não somos a espécie inteligente?.. Ou não deveríamos ser?..

Mas vamos ao documentário: começa de forma completamente casual, numa expedição do jornalista Craig Leeson em busca das grandes baleias azuis. O que era um oceano límpido e intocável, rapidamente se transforma numa sopa de lixo e óleo quando encontram uma corrente marinha que passa ao largo do Sri Lanka. Mesmo na casa destas baleias. No local onde vivem e se alimentam.

O documentário segue sobretudo à volta da investigação das possíveis implicações do plástico na vida animal, e é de partir o coração ver como os animais o confundem com alimento para as suas crias, que acabam por morrer de mal-nutrição com os estômagos cheios deste material, que lhes provoca uma falsa sensação de saciedade.

Infelizmente, passar a excluir o plástico das suas “dietas” não é uma coisa que os animais consigam perceber facilmente, já que muitas vezes as formas ou o cheiro do plástico são em tudo semelhantes ao alimento verdadeiro. Um exemplo de fácil compreensão é o das tartarugas: alimentam-se de alforrecas, que podem facilmente ser confundidas com sacos de plástico à deriva no oceano. As baleias também não têm muita sorte, já que normalmente ingerem uma grande quantidade de alimento ao mesmo tempo e não conseguem separar o plástico do “prato”.

Os problemas são gritantes e cada vez mais vemos animais a morrer por causa do plástico. Mas desengane-se quem pensa que isto é um problema só dos animais: se eles ingerem plástico, isso significa que nós também o estamos a ingerir. Só que não o vemos e não o sentimos.

Na minha opinião, o documentário falha num aspeto fundamental: não mostra, de forma clara e inequívoca, que temos que banir todo e qualquer uso de plástico descartável das nossas vidas. Não há volta a dar. E não vale a pena culpar os países do terceiro mundo. O exemplo deve começar sempre por nós.

Não existe um “lá fora”. Está tudo cá dentro. E vamos todos sofrer as consequências.

Recomendo a todos os que queiram ser mais conscientes. É impossível ficar indiferente.

 

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