Fast Fashion: O inimigo oculto

Fast Fashion - o impacto oculto

A indústria da moda é um dos setores mais influentes no mundo, não apenas em termos de poder financeiro, mas também na forma como molda tendências, crenças, atitudes e comportamentos. Mas agora, em vez das tradicionais quatro coleções anuais, uma por cada estação, assistimos a uma tendência preocupante: todas as semanas são lançados novos produtos no mercado, a preços baixos e, normalmente, de baixa qualidade. A chamada moda rápida.

Fast Fashion: padrão de produção e consumo, no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados de forma contínua e extremamente rápida.

O conceito foi criado pelas grandes marcas retalhistas e encontra-se assente num modelo de produção altamente eficiente, de forma a fazer chegar novas peças aos consumidores cada vez mais rápido e a um preço cada vez mais acessível.

Esta tendência tem levado a um aumento do trabalho desumano (para não dizer escravo) em países menos desenvolvidos, como o Bangladesh, a Índia ou o Camboja, assim como a uma detioração sem precedentes dos ecossistemas circundantes dos locais onde se encontram as fábricas e as explorações agrícolas para a produção de matérias-primas.

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“Existe uma piada na China, em que dizem que podes descobrir qual a cor tendência de uma estação, apenas observando a cor do rio.” Orsola de Castro, designer de moda e ativista. Photo credit @RiverBlue

OS VERDADEIROS IMPACTOS DA FAST FASHION

Sei que por muito que diga e por muito que ande à volta destas questões, aquilo que verdadeiramente importa são os factos. Deixo-vos os principais:

  1. Trabalham cerca de 75 milhões de pessoas na indústria da moda, 80% das quais são mulheres;
  2. A constante diminuição dos preços das peças de roupa resulta da exploração de mão de obra em países em desenvolvimento, cujos colaboradores recebem em média dois dólares por dia, trabalhando muitas vezes em situações precárias, de forma a que seja possível comercializar peças de vestuário ao mais baixo preço;
  3. O uso intensivo de pesticidas e de agentes químicos utilizados na produção de algodão e no tingimento dos tecidos é causa de inúmeras doenças nas comunidades onde são realizados, já que se trata de um processo muito agressivo, com impactos no solo, na água e na saúde das pessoas;
  4. O elevado volume de água utilizado no processo têxtil afeta os recursos naturais do planeta, sendo a segunda maior indústria em consumo de água, depois do setor alimentar. Só para produzir uma t-shirt são necessários 2.720 litros de água;
  5. O consumo de peças de vestuário aumentou 500% nos últimos 20 anos com a comercialização de produtos de baixo custo;
  6. Uma peça de roupa usada menos do que cinco vezes e deitada fora após um mês produz, em média, mais 400% de emissões de carbono do que um artigo usado 50 vezes durante um ano;
  7. A fibra sintética mais usada na indústria têxtil em todo o mundo, o poliéster, requer em média 70 milhões de barris de petróleo todos os anos e leva mais de 200 anos para se decompor nos aterros.

E tantos, tantos mais… Quando vamos parar com esta loucura? A mudança só depende de nós, das nossas atitudes e das nossas exigências.

 

Fonte: http://linktoleaders.com/fast-fashion-custo-real-da-moda-atual/

 

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